quinta-feira, 31 de maio de 2012

Documentos Históricos

Em novembro de 2007, quase foram parar no lixo documentos, de valor hostórico notáveis. Graças a dona de casa Carina Nunes, que ajudava os familiares da falecida professora Ilca Caldas a separar seus pertences, acabou encontrado em um móvel, grande quantidade de documentos antigos.

Tempos depois, em consulta ao Museu da FEB, Carina soube que se tratava de um material precioso sobre um dos vultos históricos do município, o marechal Fábio Azambuja, do qual pouco registro material se tinha até então. Todo o material foi doado ao Museu.

Entre os achados estão cartas-patente, desde a promoção do então tenente Fábio a capitão, até sua elevação à condição de general e, por fim, marechal, em 1923; cartas de familiares e amigos; e documentos de datas e finalidades diversas, além de uma foto 3 x 4 inédita do marechal já em idade mais avançada.

São documentos em papel timbrado do Exército, do Império, e posteriormente, do Governo da recente República do Brasil. Levam as ilustres assinaturas de Dom Pedro II e marechal Deodoro. O material revela dados até então desconhecidos da vida do marechal Fábio Azambuja, como o número de filhos que teve.

Segundo um dos documentos, foram quatro – Oscar Patrício, Áurea, Manoelita, e Fábio. Uma das coisas mais importantes que puderam ser feitas a partir dos documentos encontrados na casa de dona Ilca diz respeito à trajetória do Marechal no Exército.

Pelos documentos, se sabe que ele teve que se defender junto ao Exército para provar que tinha direito a ser reintegrado. Ele havia sido reformado por invalidez devido a sua participação na Revolução Federalista (1893) pelo lado dos maragatos, que se opunham ao poder central da República.

De acordo com os documentos, a aposentadoria compulsória foi em 1894. Retornou em 1916, como tenente-coronel, chegando a general em 1922. Conforme já havia descrito o historiador Osório Santana Figueiredo, em seu livro “Terra dos Marechais”, Fábio chegou a comandar interinamente a 3ª Região Militar, durante a Revolução de 1923, tendo depois exercido influência na assinatura do Tratado de Paz, em Pedras Altas, na zona sul do Estado.

Os documentos encontrados confirmam o pouco que se sabia, e trazem detalhes ainda desconhecidos dessa trajetória. Um dos documentos confirma a promoção do então general ao posto de marechal, patente pela qual definitivamente foi reformado, em 1923.

Após deixar finalmente o Exército, o marechal Fábio foi secretário de Obras Públicas em São Gabriel, tendo sido responsável pelos primeiros traçados da cidade, além de provedor da Santa Casa, onde implantou o primeiro serviço de Raio-X. (Fonte: "O Nosso Jornal", edição de 25 de novembro de 2007)

Biografia

Fábio Patrício de Azambuja nasceu em São Gabriel, no dia 29 de julho de 1862. Era filho do casal Manoel Patrício de Azambuja e Maria José da Costa Azambuja.

Homem público e engenheiro militar, teve destacada atuação nas diversas funções que exerceu. Durante a Revolução Federalista de 1893, por divergir do governo de exceção, então existente no Rio Grande do Sul, tomou parte ao lado dos revolucionários, emigrando para o Uruguai ao final da sangrenta luta.

Após a anistia, retornou a São Gabriel dedicando-se a indústria de charque, que tinha início no município. Juntamente com o pai e irmãos dirigiu a construção da Charqueada do Vacacaí, no ano de 1889, a primeira instalada no município.

Revertendo ao serviço ativo do Exército, dirigiu em São Paulo o alistamento militar, modernizando-o com várias inovações. Em 1921, no posto de coronel, assumiu a chefia do antigo Arsenal de Guerra, de Porto Alegre, onde introduziu grandes reformas e instalou uma metalúrgica para a confecção de objetos de metal, então carentes no Exército.

Ao passar para a Reserva, no posto de marechal, fixou residência em São Gabriel. Foi provedor da Santa Casa, realizando importantes melhoramentos, aumentando sua capacidade e regulamentando os serviços administrativos.

Como secretário de Obras do município foi r4esponsávelmpela construção de pontese pontilhões nas ruas da cidade. Mandou levantar o aterro da ponte do Vacacaí, diminuindo o risco de enchentes, que interditavam o trânsito.

O marechal Fábio Azambuja faleceu em São Gabriel, no dia 29 de setembro de 1955.

Salvo Conduto que pertenceu ao marechal Fábio Azambuja.

Foto até então desconhecida do marechal Fábio Azambuja.

terça-feira, 22 de maio de 2012

Câmara Municipal de Vereadores

*A instalação da Câmara Municipal de São Gabriel deu-se em 19 de setembro de 1846. A sessão foi dirigida pelo presidente da Câmara Municipal de Caçapava do Sul, Lúcio Jaime de Figueiredo, que deu posse e juramento aos vereadores nomeados para comporem a casa legislativa da Vila de São Gabriel, que ficou assimn constituida:

João Raymundo da Silva, Dr. João Pereira da Silva Borges, José Gonçalves Lopes Ferrugem, Antônio de Faria Corrêa, Joaquim Monteiro Lobato, Joaquim José da Silva Júnior e Manoel Pires da Silveira Casado.

Coube a Manoel Robeiro Baltar, devotado à causa emancipacionista de São Gabriel, quando vereador, financiar a construção do prédio onde foi a sede da Câmara Municipal de Vereadores, Cadeia Pública e Destacamento da Policia Militar da cidade. Esse edificio foi demolido para dar lugar a agência do INSSS local. (Fonte: Livro "História de São Gabriel", de Osorio Santana Figueiredo) 

Sede atual da Câmara Municipal de Vereadores, localizada ao centro da Praça Dr. Fernando Abbott. (Foto: Divulgação)

quinta-feira, 17 de maio de 2012

Recordações do rádio gabrielense

Esta foto é dos anos 50, e foi enviada pelo amigo Luiz Antônio Michels. Os locutores Antônio Paulo Oliveira e Osvaldo Nobre, na apresentação do "Grande Jornal Falado Salgado", pelas ondas da veterana Rádio São Gabriel.

segunda-feira, 14 de maio de 2012

Grandes vultos de São Gabriel

O marechal Hermes Rodrigues da Fonseca nasceu no dia 9 de maio de 1855 na cidade de São Gabriel, no Rio Grande do Sul. Sobrinho do primeiro presidente da República, marechal Deodoro da Fonseca, Hermes também era militar e estudou na Escola Militar, onde teve aulas com Benjamim Constant.

Quando seu tio proclamou a República brasileira, era capitão ajudante-de-ordem e participou da causa desde 1878, como um dos fundadores do Clube Republicano do Circuito Militar, responsável pela articulação do movimento que derrubou a monarquia.

De 1899 a 1904, comandou a Brigada Policial do Rio de Janeiro. Foi comandante da Escola Preparatória e Tática do Realengo quando chegou a marechal, em 1906, nomeado pelo presidente Rodrigues Alves. Indicado para o cargo de ministro da Guerra do governo Affonso Penna, reorganizou o Exército e introduziu o serviço militar obrigatório em 1908.

Foi eleito presidente em 1910, com o apoio dos conservadores. No governo, praticou uma política chamada por ele de salvacionista, que tinha como objetivo recuperar para os militares a influência já exercida anteriormente na esfera pública brasileira. Em 1913, aos 58 anos e ainda na presidência, casou-se com Nair de Teffé, de 27 anos e filha do almirante Antônio Luís Hoonholtz, o barão de Teffé.

Quando deixou o poder, em 1914, Hermes da Fonseca envolveu-se em diversos incidentes políticos, entre eles a Revolta do Forte de Copacabana (1922), que o levou à prisão por seis meses. Libertado, retirou-se para Petrópolis, onde morreu poucos meses depois, em setembro de 1923. (Fonte: UOL Educação)

Marechal Hermes Rodrigues da Fonseca. (Foto: Assembléia Legislativa do Estado de São Paulo)

quarta-feira, 9 de maio de 2012

Rocha Negra, a Benemérita

São Gabriel tem muitas coisas para se orgulhar. Uma delas é a Loja Maçônica Rocha Negra Nº 1, fundada em 29 de junho de 1873, por um grupo de 11 maçons, liderados pelo doutor Jônathas Abbott, que foi seu primeiro Venerável.

Um dos fatos marcantes de sua história foi a campanha lançada por seus membros, que culminou com a libertação dos escravos no município, quatro anos antes da Lei Áurea, que aboliu a escravatura no Brasil.

No dia 29 de setembro de 1884, foi anunciado em sessão magna que a escravidão havia deixado de existir em todos os quadrantes de São Gabriel. Mais de 900 cartas de alforria foram expedidas, varrendo do solo gabrielense a nefanda mancha social

Durante a Revolução de 1893, quando a cidade foi abandonada pelas forças militares e autoridades civis, só permanecendo em seu posto o juiz de Direito, doutor Tito Prates da Silva, a Maçonaria gabrielense, através da Loja Maçônica Rocha Negra Nº 1, organizou piquetes de voluntários, para garantir a ordem pública e defender a população local contra possíveis ataques de desertores desatinados e vândalos, que vagavam livremente pelas campanhas da região de fronteira.

Os poderes maçônicos do Rio de Janeiro conferiram a Rocha Negra, o título de Benemérita, tão logo souberam do êxito alcançado com a campanha abolicionista levada a efeito pelos maçons gabrielenses. (Fonte: Livro "A história de São Gabriel", de Osório Santana Figueiredo"



segunda-feira, 7 de maio de 2012

A União Artistica Gabrielense

*A União Artistica Gabrielense, presidida por Wilson Rodrigues de Souza, o "Wilson do IPE" é uma das mais saudáveis entidades sociais de São Gabriel, conseguindo se manter sem dividas, no momento em que acaba de comemorar 100 anos de existência.

A Artistica, como é carinhosamente chamada, foi fundada em 1º de maio de 1912, com a finalidade de congregar a classe operaria de São Gabriel. Seu primeiro presidente foi o senhor Gabriel Costa. Ao inicio a sociedade tinha apenas 30 sócios fundadores. Atualmente, conta com cerca de 1000 associados.

Prédio da União Artistica Gabrielense, na rua Coronel sezefredo, antigo Calçadão. (Foto: Valdir Borin)

domingo, 6 de maio de 2012

O inigualável "Gaitinha"

Uma das figuras mais populares e queridas de São Gabriel é o tradicionalista "Gaitinha". Polivalente, é entregador do jornal "O Imparcial" há muitos anos e frequentador assíduo dos bares da cidade. Participa dos programas tradicionalistas das emissoras de rádio e é figura obrigatória nos rodeios.

sexta-feira, 4 de maio de 2012

Um time de respeito

Em 1969 o voleibol era praticado com regularidade em São Gabriel. Havia campeonato da cidade e competições intermunicipais. Na foto enviada pelo amigo Juarez Trindade de Oliveira, que tem sangue de desportista, por ser filho do saudoso professor Ilo de Oliveira, a Seleção da cidade naquele ano. Da esquerda para a direita: Totonho - João Cusco - Negrão Waguinho - Marco e Juarez.


terça-feira, 1 de maio de 2012

A história de São Gabriel em DVD

*O DVD mostra uma série grande de fatos históricos sobre São Gabriel: Carreteiros - Abertura - Fotos e Osório Santana - Rio Jaguari e 1ª Povoação - Estância e Cerro do Batovi - Passo do São Borja - Estância do Meio - Estância da Caieira - Estância do Céu - Estância São Felipinho - Estância São Felipe - Estância do Panorama - Estância do Trilha - Sobrado do Barão de Cambaí - Tapera da Genoveva - Sepé Tiarajú, local da morte - Batalha do Caiboaté - Combate do Cerro do Ouro - Sobrado da Praça - Estância do Inhatiun - Tapera Imperial - Charqueada do Vacacaí - Charqueada Santa Brígida - Charqueada do Lava-Pé - Charqueada Santo Antônio - As Paredes - Olho d’àgua - Açude dos Padres - Bela Cascata - Cascatinha - Cascata da Grota - Cascata da Laranjeira - Pedra do Bicho-Palma - Pedreira da Palma - Pau Fincado - Sanga da Bica - Sepé 250 anos - Figueiras Gêmeas - Pontilhão Arcado - 1ª Piscina de São Gabriel - Rocha Negra nº 1 - Igreja do Galo - 1º Cemitério - 2º Cemitério - Cigana Anita - 3º Cemitério - Coluna Simbólica - Guapa - Os Fuzilados e Capelinha - O Degolado da Santa Casa - Cruz dos Noivos - O Tumulo do Soldado Lopes - O Negrinho da Sanga Funda - Osório - SG aéreo - Encerramento


domingo, 29 de abril de 2012

Vesperal da Alegria


Anos 50, aniversário da Rádio São Gabriel, com direito a bolo, no programa "Vesperal da Alegria", que era transmitido do auditório, nos sábados a tarde. (Foto enviada por Luiz Antônio Michels)


Público frente a Rádio São Gabriel, para assistir o programa "Vesperal da Alegria". (Foto enviada por Luiz Antônio Michels)

sábado, 28 de abril de 2012

*Meu tio querido! Que orgulho de ler este texto! Saudades! (Carlos Ruchiga Filho.) Em maestro Rosário Ruchiga. Veja matéria clicando no link abaixo:
http://www.blogger.com/blogger.g?blogID=3765766403064658429#editor/target=post;postID=2772009521176708009

quinta-feira, 26 de abril de 2012

Os jantares do G.E. Gabrielense

No ano de 1999, o G.E. Gabrielense, depois de muitos anos afastado do futebol retornou aos gramados, para alegria daqueles torcedores antigos, que não esqueceram os bons momentos vividos pelo futebol de São Gabriel, especialmente nos anos 50.

O clube colorado inovou em realizações, promovendo semanalmente jantares com cardápios variados, na sua sede, localizada no prédio da antiga Sociedade Proletária. A foto abaixo é histórica e nela estão, na ordem: Élvio Olas, o Alvinho, o presidente do clube, Júlio César Marques Mesquita, o saudoso Walter Góis, o "Jamanta", Antônio Roberro Ferrony Nunes e o saudoso doutor Hélio Machado.

(Foto: Arquivo de Nilo Dias)

terça-feira, 24 de abril de 2012

Grandes vultos de São Gabriel

*Joaquim Francisco de Assis Brasil nasceu na Estância de São Gonçalo, município de São Gabriel em 29-07-1857 e faleceu em 24-12-1938 em seu castelo na Granja de Pedras Altas, no município de Pedras Altas.

Bacharel em Direito, formado pela Universidade de São Paulo. Político e orador de raros dotes, escritor, poeta e prosador, diplomata e estadista. Propagandista da República. Fundador do Partido Libertador. Deputado e Governador do Rio Grande do Sul, participou da Junta Governativa de 1891.

Introduziu, em 1895, o gado Jersey no Brasil, assim como o gado Devon. Teve, ainda, participação importante na introdução do cavalo Árabe e da ovelha Karakul.

Embaixador Extraordinário em Buenos Aires, em Washington, Lisboa, Londres e México. Assinou em 1903, juntamente com José Maria da Silva Paranhos, o Barão do Rio Branco, a quem assessorava, o Tratado de Petrópolis que assegurou ao Brasil a posse do atual Estado do Acre, terras que anteriormente pertenciam à Bolívia. Nesse estado foi criado, em sua homenagem, o município de Assis Brasil.

Adversário de Júlio Prates de Castilhos, assumiu seu papel na oposição concorrendo contra Antônio Augusto Borges de Medeiros antes da Revolução de 1923, em que foi o chefe civil dos rebelados.

Foi também ministro da Agricultura (1930/32). Membro da Academia de Sciencias e Letras de Lisboa.

Em julho de 1999, em votação feita em todo o Estado do Rio Grande do Sul por iniciativa da RBS TV, foi eleito um dos 20 Gaúchos que Marcaram o Século XX, ao lado de personalidades como Oswaldo Aranha, padre Landell de Moura, João Goulart, Getúlio Vargas, Érico Verissimo, Lupicínio Rodrigues e outros.

Joaquim Francisco casou-se, em primeiras núpcias, com Maria Cecília Prates de Castilhos, irmã de Júlio Prates de Castilhos, governador do Estado do Rio Grande do Sul. Pais de Maria Cecília De Assis Brasil, Carolina de Assis Brasil, Joaquim de Assis Brasil e Francisco de Assis Brasil.

Em segundas núpcias, casou com Lidia Pereira Felício de São Mamede, natural de Bonn, Alemanha, filha de José Pereira Felício, 2º Conde de São Mamede, nascida em 1878 e falecida em 1973 aos 95 anos. Pais de Cecília de Assis Brasil, Lydia de Assis Brasil, Joaquina de Assis Brasil, Francisco de Assis Brasil, Joana de Assis Brasil, Dolores de Assis Brasil, Joaquim de Assis Brasil e Lina de Assis Brasil. (Fonte: Site da Família Assis Brasil - http://www.assisbrasil.org/)

Joaquim Francisco de Assis Brasil. (Foto: Site da Família Assis Brasil - http://www.assisbrasil.org)

segunda-feira, 23 de abril de 2012

Flâmulas históricas

*Antigamente era moda a confecção de flâmulas para marcar acontecimentos importantes. Também os clubes de futebol costumavam fazer flâmnulas, que emolduravam as paredes das casas dos torcedores mais apaixonados. O amigo e colaborador do blog Luiz Antônio Michels nos enviou essas duas raridades, que marcam o centenário de São Gabriel, festejado em 1959, e o aniversário de 9 anos da Rádio São Gabriel, ocorrido em 25 de outubro de 1949.



domingo, 22 de abril de 2012

*Oi! Eu era criança, morava em Viamão e lembro do meu pai falando sobre esse programa do "Jornal do Almoço. Creio que foi em 87 ou 88 . (Vanessa Martini)

quinta-feira, 19 de abril de 2012

Um craque de nome "Canjica"

Devanir Jobim Batista, o “Canjica” foi um jogador clássico, de fino trato com a bola. O apelido ele herdou do pai, que não gostava que o chamassem assim. Com o “Canjica” filho foi diferente, ele não se importava com o apelido e até sentia uma ponta de orgulho pelo fato da sabedoria popular ter homenageado seu pai, chamando o bueiro que passa pela Vila Rocha e Bairro Independência de “Canjica”. Isso, porque a única casa existente no local naquela época, era a dele.

A carreira de “Canjica” no futebol poderia ter sido bem melhor, não fosse a bebida. Quando jogava pelo G.E. Gabrielense recebeu uma proposta para se transferir para o S.C. Internacional, de Porto Alegre. Mas havia uma condição: parar com a bebida. “Canjica” não aceitou e jogou pelos ares uma oportunidade única.

Com “Canjica” no fim de carreira, as equipes amadoras do Renner e Sul Brasil acertaram um jogo amistoso no campo do 6º BE para marcar a sua despedida. Ficou combinado que ele jogaria um tempo em cada equipe, pois fora jogador das duas. No primeiro tempo vestiu a camisa do Renner, mas não conseguiu voltar a campo para a segunda etapa, devido a forte emoção. O desportista Carlinhos Rangel, o homem forte do Bloco da Geni estava lá e testemunhou esse bonito momento do futebol de São Gabriel.

Em uma outra oportunidade, quando “Canjica” já havia parado com o futebol e passava por momentos de dificuldades, com a saúde bastante abalada, seus amigos Carlinhos Rangel e Nozi Goulart, este de saudosa memória, organizaram um jantar, para angariar algum dinheiro.

E aconteceu o inesperado, algo que só o destino pode explicar. Nozi Goulart se sentiu mal e veio a falecer sem poder entregar o dinheiro arrecadado a “Canjica”. A tarefa ficou por conta de Carlinhos Rangel. “Canjica” faleceu no dia 8 de junho de 1994. (Fonte: Livro "100 anos de futebol em São Gabriel", de autoria do operador deste blog, jornalista Nilo Dias)

Quadro existente na parede da casa de uma filha do saudoso "Canjica", com o ex-jogador e família.

quarta-feira, 18 de abril de 2012

*Olá. Sou professora de Sociologia e Filosofia na Escola Fernando Abbott. Gostaria de parabenizá-lo pelo Blog. Neste momento estamos organizando a Mostra Pedagógica de Ciências Humanas da Escola e nossas turmas estão pesquisando sobre aspectos históricos e culturais de São Gabriel, como o Theatro Harmonia.

Fiquei encantada de encontrar as fotos deste espaço no blog. Certamente o material que você disponibiliza será de grande valia para nossos alunos. Parabéns pela iniciativa. (Valeska do Nacimento de León)

domingo, 15 de abril de 2012

*Nosso querido e tradicional bloco Carnavalesco Bambas da Orgia, fundado pelo querido desportista Jamanta, e pelo músico gabrielense Nilo da Rosa, ambos in memorian. Foi muito bom ver essa foto e saber que nós participamos desta cidade, São Gabriel. Valeu!!!! (Cleuza Regina) Clique no link para ver a foto: thttp://www.blogger.com/blogger.g?blogID=3765766403064658429#editor/target=post;postID=1868309695790437554

sexta-feira, 13 de abril de 2012

Jornal do Almoço em São Gabriel

*O "Jornal do Almoço", tradicional programa da RBS-TV costuma ser apresentado de tempos em tempos, em alguma cidade do interior do Estado. São Gabriel já recebeu a programação. Quando? O operador do blog não sabe e até gostaria que alguém pudesse ajudar, informando quando isso ocorreu.

Mas com data ou sem data, o importante são as fotografias, verdadeiras reliquias, que nos foram enviadas pelo amigo Luiz Antônio Michels.


Apresentação musical na Praça Doutor Fernando Abbott.

Celestino Valenzuela, Tânia Carvalho, Lazier Martins e Paulo Santana.

Paulo Santana e o saudoso Adão Brasil dos Santos, o "Canário Alegre".

Lauro Quadros, Celestino Valenzuela e Tânia Carvalho.

Lasier Martins, Tânia Carvalho e Paulo Santana.

quarta-feira, 11 de abril de 2012

Charqueada do Pedroso

Ano de 1946. Mês de dezembro. Charqueada da Cooperativa Rural Gabrielense na Estação do Vacacai. Numa época de safra seca, em segundo plano aparece o charque coberto de lonas no centro do varal, em fase de preparação.

Fonte:http://historiadesaogabriel.blogspot.com.br/

domingo, 8 de abril de 2012

Grandes vultos de São Gabriel

*Considerado o maior locutor de notícias da história do rádio brasileiro, Heron Domingues nasceu no dia 4 de junho de 1924, na cidade gaúcha de São Gabriel. Teve seu primeiro contato com uma emissora aos 16 anos de idade, quando participou de um concurso para cantor na Rádio Gaúcha.

Mas sua carreira começou mesmo em 7 de dezembro de 1941, quando narrou, pelas ondas da Gaúcha, o ataque japonês a Pearl Harbour, durante a 2a. Guerra. Apresentou, na Rádio Farroupilha, o Grande Jornal Falado Farroupilha, ao lado de Ruy Figueira.

No final de 1942, transferiu-se para o Rio de Janeiro, onde, a partir de 1944, transformou-se no locutor mais famoso do Repórter Esso, permanecendo no programa por dezoito anos.

Entre os fatos narrados por sua voz estão o suicídio de Getúlio Vargas, a renúncia de Jânio Quadros, a chegada do homem à Lua e a queda da bomba atômica sobre Hiroshima.

Possuía uma leitura cadenciada e com pausas, além de uma ótima memória fotográfica. Estagiou durante três anos nas grandes redes de TV americanas. A partir de 1972, se tornou comentarista do Jornal Nacional, da Rede Globo.

Quando transferiu-se para a televisão fez um regime para perder 20 quilos, mudou o guarda-roupa e o corte do cabelo, tudo para aprimorar o visual. Também ligava para as embaixadas a fim de confirmar a pronúncia de nomes estrangeiros e retificar os textos entregues pelos redatores para que ele os apresentasse da forma mais correta possível.

Durante o período em que trabalhou no Repórter Esso, Heron levantava-se às 6h45min e voltava para casa à 1h30min da madrugada. No período em que foi locutor do noticiário, houve no país dez presidentes da república.

Durante a 2a Guerra, dormia na Nacional com um fone no ouvido, diretamente ligado à UPI. Quando havia uma notícia importante, eles o despertavam, e ele mesmo colocava a emissora no ar e transmitia a notícia.

Para o fim da guerra, preparou uma audição especial do Esso, em que a notícia seria dada fundida com o repicar de sinos. Com medo de se emocionar muito diante do microfone, gravou antes o início da transmissão:

"Atenção! Atenção! Acabou a guerra". A notícia foi ao ar às onze horas da manhã do dia 7 de maio de 1945. O famoso radialista faleceu aos 50 anos de idade, vitimado por um enfarto, em 9 de agosto de 1974, poucas horas depois de transmitir no Jornal Nacional o dramático discurso de renúncia do Presidente dos Estados Unidos, Richard Nixon. (Fonte: Núcleo de Pesquisa Histórica Benedito Saldanha)

Heron Domingues. (Foto: Memória do Rádio)

segunda-feira, 2 de abril de 2012

Maestro Rosário Ruchiga

*Rosário Ruchiga nasceu em Bagé, a 11 de novembro de 1905. Veio com a família para São Gabriel no ano de 1914, já como músico trazendo embaixo do braço o seu inseparável violino, que o acompanhou até o fim da vida. Mas também tocava piston.

Criou em São Gabriel a 8 de novembro de 1929 o "Blue Jazz Band", na residência da família Evangelho. Sua estréia deu-se no Cine Teatro-Harmonia nesse mesmo ano. Todavia, celebrizou-se com o famoso "Jazz Ruchiga", criado por ele em 1930, com atuação nos principais clubes de São Gabriel: Comercial, Caixeiral e Guarani.

O “Jazz Ruchiga”, cresceu, evoluiu e ganhou fama pelo número de figurantes, todos músicos de conceito relevante na arte de alegrar os povos. Expandiu-se em viajadas memoráveis, por várias cidades do Rio Grande do Sul e do estrangeiro. Como em Salto, no Uruguai, e em Libres na Argentina. Foi considerado o melhor conjunto do Estado.

Fazia parte do Jaz o apreciado Ney de Faria Correa, como baterista, que ao terminar o número musical, fazia uns floreios, batendo nos pratos ou no tambor, para a assistência rir a vontade. E o nosso conhecido e apreciado Eni Costa, vivendo entre nós.

Esse Jazz era o orgulho de São Gabriel. Distinguia-se nas apresentações pelo traje de gala dos seus figurantes: camisa e paletó brancos, gravata de tope e calça azul marinho e sapatos preto. Antes de romper seus instrumentos musicais, já causava admiração e recebia o aplauso do público. Foi a última das grandes e mais belas orquestras de São Gabriel, jamais sobrepujada. Foi extinta em 1963.

Certa ocasião, Ruchiga como artista, em uma peça teatral no Cine Harmonia, interpretou o papel de bebê-chorão, relacionado com um caso acontecido em São Gabriel. Foi uma apoteose. Quase botou o Cine Teatro Harmonia abaixo pela explosão de gargalhadas do público presente.

Rosário Ruchiga acompanhou a Invernada Artística do CTG Caiboaté a Brasília, para participar da Feira dos Estados, em 1972. Recebeu da Câmara Municipal de Vereadores, o título de "Cidadão Gabrielense". Por fim passou a comprar cavalos velhos e imprestáveis para o frigorífico Sonva, de Pelotas.

Foi o mais admirável violinista surgido em São Gabriel. Pessoa múltipla: músico, teatrólogo, cômico, trocadilista, desportista, gracioso e estimado da sociedade gabrielense. Homem da música, da alegria, animador das festas religiosas e dos grandes folguedos carnavalescos. Onde estava a tristeza batia em retirada, afugentada pelo seu humor alegre e seus gracejos de fazer rir até as pedras.

Ruchiga foi uma figura admirável. Fez da música a arte de valorizar a qualidade de vida dos povos. E como lutou. Faleceu a 12 de janeiro de 1995, aos 89 anos, vítima de hemorragia intestinal. (Fonte: Artigo do historiador Osório Santana Figueiredo, publicado na coluna "De Brasília", no "Jornal da Cidade").

Jaz Ruchiga, anos 40 e 50. (Foto enviada pelo amigo Luis Antônio Michel)

quinta-feira, 29 de março de 2012

Pedra do Bixo

*Está localizada na Serra dos Marques, na localidade da Palma, distrito de Suspiro. Vista do planalto que fica ao sul, parece a cabeça gigante de um lagarto pré-histórico.

Sabe-se que a "Pedra do Bixo", segundo uma lenda de motivo campestre, serviu durante a revolução de 1893 de anfiteatro para a degola de prisioneiros, com requintes de selvagerias. Pena que o local não tenha merecido até agora a importância turistica devida.(Adaptação ao texto: Osório Santana Figueiredo.

Foto: Ruy S. Barbosa - http://historiadesaogabriel.blogspot.com.br/

segunda-feira, 26 de março de 2012

O Cerro do Batovi

*Batovi é um cerro situado na localidade de mesmo nome no interior do município de São Gabriel. É de importância histórica, pois lá foi fundada pelo espanhol Don Félix de Azara a primeira Vila de São Gabriel do Batovi, que mais tarde deu origem à cidade de São Gabriel.

De cima do Cerro pode-se vislumbrar, perto e a longa distância, os municipios de Lavras do Sul, Santana do Livramento, Dom Pedrito, Rosário do Sul e São Sepé.

O nome "Batovi" tem origem na língua indígena guarani e significa seio de virgem. É o ponto mais alto do município, com uma altitude de 274 metros. Há também um outro cerro com o mesmo nome, localizado no departamento de Tacuarembó, no Uruguai.

Manuel de Almeida Lobo d'Eça foi agraciado com o titulo de barão de Batovi, pelo imperador Dom Pedro II, por seus feitos militares na região. (Texto: Osório Santana Figueiredo)

Foto: Ruy S. Barbosa (http://historiadesaogabriel.blogspot.com.br/)

terça-feira, 20 de março de 2012

Paisagens bucólicas

Campanha gaúcha, entre São Gabriel e Rosário do Sul.
Entardecer na Praça Fernando Abbott. (Foto: Henrique da Borba)
Paisagem rural. (Foto: Panorâmio)
Entrada da Estância Saudade. (Foto: Panorâmio)
Vista rural de São Gbriel. (Foto: Fernando Almeida Poeta)
Sede do Assentamento Zambeze.
Assentamento Zambeze.
Estrada do interior de São Gabriel, próximo ao Assentamento Zambeze.
Churrasco. (Foto: Valdir Borin)
Churrasco. (Foto: Valdir Borin)
Carreta de boi.
Carreteiro de Vista Alegre. (Foto: Fernando Almeida Poeta)
Caiboaté Mirim.

quinta-feira, 15 de março de 2012

Igreja Matriz, Prefeitura e Santa Casa

*Senhor Nilo, estou mandando as fotos. Dei uma olhada no seu blog e encontrei postada a foto da Santa Casa, mas a da prefeitura e igreja matriz não encontrei. Creio que essas fotos são da década de 60 e 70, e devem ser de autoria da mesma pessoa. Abraço. (Paulo Ricardo)

Igreja Matriz.
Prefeitura Municipal.
Santa Casa.

segunda-feira, 12 de março de 2012

*Senhor Nilo. Acompanho seu blog desde a primeira postagem,e só tenho que parabenizar pelas lindas fotos da nossa São Gabriel.

E falando em fotos, em 2010 fui no Brick da Redenção, em Porto Alegre, e tinha um senhor vendendo cartões postais e fotos antigas do Rio Grande do Sul, muitas da cidade de Bagé.

Fui olhando e encontrei três fotos de São Gabriel: uma da Santa Casa, outra da Prefeitura e uma terceira da Praça Fernando Abbott. Comprei as três por R$ 20.00. Não sei se são inéditas, mas não as ví no seu blog. Caso queira, eu as enviarei para publicação. Abraços. (Paulo Ricardo de Moraes Modernel)

OBSERVAÇÃO: Pode enviar as fotos, que se não constarem ainda do blog, as publicarei com o maior prazer. (Nilo Dias)
*Caro Nilo. Muito obrigado pelas fotos e textos sobre a Estância do Inhatium. Obrigado também pela publicação em teu blog, espero que outros descendentes possam acessar teu belo material de pesquisa,para que possamos avançar nas pesquisas genealógicas.

Sempre que tiver novidades sobre a família Pinto de Aguiar, por favor manda pra nós. Eu também espero poder contribuir com teu blog, se assim o desejares. Abraço e continua com este belo trabalho. (Professor Paulo Santos. Itaqui.RS)

terça-feira, 6 de março de 2012

O primeiro dono da Estância do Inhatium

*Caro Nilo. Conforme contato anterior estou te enviando um arquivo com dados sobre Baltazar Pinto de Aguiar, o primeiro proprietário da Estância do Inhatium, em São Gabriel, além de outro, do Coronel Felipe Nery de Aguiar, um comandante militar de Itaqui, na Revolução Federalista, neto de Baltazar Pinto de Aguiar. (Professor Paulo Santos. Itaqui.RS)

TENENTE DE MILÍCIAS BALTAZAR PINTO DE AGUIAR

Baltazar é um dos ascendentes de Felipe Nery de Aguiar que mais referências quanto a sua vida existem. Seu local de nascimento não é conhecido, mas deduz-se que seja originário da Bahia de onde procede a mãe, ADRIANA FELÍCIA DE SANT´ANA, casada com o português BALTAZAR ANTONIO PINTO. Teria nascido por volta de l782.

Com a vinda de seus pais para o Rio Grande do Sul, radicou-se em Santa Maria, onde casou com MARIA LUZIA (LUÍZA) FRANCISCA CABRAL, natural de Cachoeira do Sul. Baltazar é considerado um dos fundadores de Santa Maria na sua fase de acampamento. Recebeu sesmarias em locais distintos do Estado. A filiação conhecida de Baltazar e Luzia é a seguinte:

1. Luiza Maria de Aguiar – nascida em 28 de agosto de l809, em Santa Maria e casada, na mesma cidade, em l9 de abril de 1830, com Manuel Joaquim Pereira Figueiredo, filho de Bernardo José Pereira, um português;

2.Braz Pinto de Aguiar – nascido em 22 de março de l811, em Santa Maria, e casado, na mesma cidade, em 27 de novembro de l83l, com Maria Josepha Lopes Bitencourt. Entre seus filhos está Felipe Nery de Aguiar;

3.Auta de Aguiar – nascida em Santa Maria em l8l4, não existindo mais registros sobre sua pessoa, sabendo-se, entretanto, que há descendentes da família Aguiar que trazem esse nome;

4.Maria do Carmo Aguiar – nascida em l8l6, em Santa Maria e casada, na mesma cidade, em 01 de janeiro de 1829, com Francisco José Pereira Coimbra, filho de Bernardo José Pereira. Maria do Carmo faleceu em Itaqui, em 10 de março de l913, com 97 anos de idade.

Tiveram nove filhos com destacadíssima atuação no cenário político-administrativo itaquiense durante muito tempo. Maria teria residido com a família na atual Bento Gonçalves, na área central da cidade, em terrenos lindeiros à Prefeitura Municipal;

5.Manuel Pinto de Aguiar – nascido em l832. Residia em l874 no 1.° distrito de Itaqui, no 11° quarteirão. Fez parte da Guarda Nacional de Itaqui. Há registros seus como eleitor itaquiense, em 30 de abril de l877. É de se crer que seja um dos filhos nascidos em Itaqui, após a família de Baltazar ter vindo para a fronteira, ou quem sabe, parte da mesma.

Os rigores da Revolução Farroupilha em Santa Maria fizeram com que muitos proprietários abandonassem suas estâncias e migrassem para a fronteira. Casado com Ana Alves de Aguiar. A filha deste casal, Malvina Alves de Aguiar, casou com o primo Irineu Caetano de Mello, filho de José Caetano de Mello e Auta Coimbra de Mello, em l875;

6.Ramão Pinto de Aguiar – nascido em l833, também participante da Guarda Nacional, tanto do serviço ativo como da reserva. Assim como seu irmão, era eleitor itaquiense em registro de l877. Há documentos de registros de marcas de gado em seu nome no município de Itaqui. Era casado com Laurinda de Mendonça. Faleceu com 46 anos, em 8 de outubro de l879, não deixou filhos.

Baltazar Pinto de Aguiar foi requerente, em São Gabriel, na divisa com Rosário e próximo de Santa Maria, a sesmarias de campos no local denominado sesmaria do Inhatium, onde fundou mais tarde estância. Há documento que comprova tal pedido de requisição de terras em terrenos que o referido oficial antes havia construído casa de moradia e exploração de pecuária, numa área bastante extensa. Baltazar e sua gente eram monarquistas a serviço do Império.

Baltazar era avô do Coronel Felipe Nery de Aguiar. Por informações orais, Baltazar Pinto de Aguiar seria irmão de meu tetravô paterno, Ignácio Pinto de Aguiar. Residia em Santa Maria e poucas vezes vinha a Itaqui. Até hoje em São Gabriel existe a Estância do Inhatium, cuja casa foi construída por volta de 1860, por Baltazar Pinto de Aguiar.

Essas são informações orais repassadas pela família, entretanto no atestado de óbito de Ignácio Pinto de Aguiar consta como filiação desconhecida por ser exposto. Quem sabe não teria sido criado por esta família.

Entende-se que Baltazar sendo um adversário forte de Bento Gonçalves e dos "Farroupilhas", é natural que os ânimos e ressentimentos contra sua família e propriedades fossem mais intensos. Dessa forma, uma migração de alguns de seus filhos para a fronteira oeste era iminente. É um tronco da família Aguiar no Rio Grande do Sul. Em Itaqui tem muita gente que descende desse miliciano.

Pelo que deduz, teria comprado campos por aqui e alguns de seus filhos se fixaram nesta região. Informações outras, indicam que Baltazar Pinto de Aguiar foi no período da Revolução Farroupilha um juiz de paz, no interior de Santa Maria. Era um dos opositores a Bento Gonçalves. A correspondência dos "Farroupilhas" destacava ser esse juiz um adversário forte, que arregimentava gente contra as forças republicana. Foi um destacado líder local.

Estância do Inhatium. (Foto: Washington Costa Bicca, publicada no livro "Estâncias Históricas e Antigas de São Gabriel e Santa Margarida do Sul", de Myrta Luza Garcia Dias Rieth)

“A ESPADA DO CORONEL FELIPE NERY DE AGUIAR"

Professor Paulo Santos (paulo-itaqui57@hotmail.com)

A história do Coronel Felipe Nery de Aguiar é riquíssima, entretanto pouco conhecida do grande público. Aliás, tudo o que pertence ao passado fica à margem das lembranças. Isso é material para pesquisadores e curiosos. Às vezes, até a família esquece de seus antepassados, o tempo moderno valoriza o efêmero; o que ficou para trás parece que perde sua validade.

Entretanto, resgatar o passado e trazê-lo de uma forma menos saudosista é função de todos. Assim, retomar a figura de Felipe Nery de Aguiar é dar a conhecer um personagem muito atuante na história antiga de Itaqui, naqueles conturbados tempos republicanos.

Existem muitos dados sobre Felipe Nery de Aguiar, alguns faltando exatidão. Há relato de que Felipe teria nascido na Fazenda Santa Esperança, localizada a poucas léguas de Recreio (Maçambará), na Sesmaria Bittencourt.

Existem, nas fontes, duas datas de nascimento: a primeira – 26 de maio de 1853; a segunda – 7 de março de 1845. Diante de outras informações encontradas, a que merece maior crédito parece que é a segunda. Outros relatos dizem que Felipe Nery teria vindo de Santa Maria, terra de seus pais.

Era filho de Braz Pinto de Aguiar e Maria Josepha Lopes de Aguiar. Os avôs paternos eram o Capitão de Milícias, Baltazar Pinto de Aguiar, natural da Bahia, e Luiza Francisca Cabral, de Cachoeira, província do Rio Grande do Sul. Os bisavôs paternos eram Baltazar Antonio Pinto, de Portugal, e Adriana Felícia de Santana, da Bahia, Brasil.

A mãe de Felipe, Maria Josepha Lopes, era filha de José Lopes de Paula (irmão de Atanásio José Lopes) e Maria Antonia Bittencourt(prima-irmã de José Lopes de Paula), originários de Santa Maria da Boca do Monte. A avó paterna, mãe de Braz, era filha de Antonio Cabral, de Cachoeira e Eulália Maria do Espírito Santo, de Viamão.

A família de Felipe Nery veio de Santa Maria quando a Revolução Farroupilha estava destruindo as famílias e propriedades, principalmente de quem era monarquista (no caso do avô de Felipe) ou até mesmo republicano. O bisavô de Felipe Nery, O Juiz de Paz, Capitão de Milícias Baltazar Pinto de Aguiar, era inimigo ferrenho do líder revolucionário Bento Gonçalves, havendo correspondências que se referem a isso.

O referido Juiz de Paz, radicado na localidade de Pau Fincado, arrigimentava forças para lutar contra os rebeldes republicanos. Naquele período, Baltazar Pinto de Aguiar era aliado de Bento Manuel.

Felipe Nery de Aguiar pertenceu às unidades do Exército brasileiro como fez parte dos efetivos da Guarda Nacional, como Capitão Honorário.

Em 10 de janeiro de 1879 prestou juramento como vereador suplente, foi nomeado suplente de vereador efetivo. Em 1881 recebeu diploma de vereador. Fez parte dos Clubes Abolicionista e Republicano. Exerceu o cargo provisório de Delegado de Polícia no período de 1890. Foi também Juiz de Paz, em 1889. Estava presente na sessão da Câmara de Itaqui que aderiu à República, em 18 de novembro de 1889.

Como Intendente, o Coronel Felipe dedicou especial atenção à Praça Central, que na época recebeu o nome de Marechal Deodoro, criando jardins sob a supervisão de moças da sociedade itaquiense.

Criou mais uma aula pública para meninos, nomeou professor, criou o 1.º Regulamento para as Escolas Municipais, regulou os contratos dos passos municipais, solicitou demarcação dos limites do município e das estradas gerais de Itaqui, assinou contratos para iluminação pública dos lampiões de querosene, contratou o primeiro advogado para a Intendência, além de serviços de limpeza de sangas e ruas, serviços básicos daquele período.

Em 1895, tempo do Coronel Felipe de Aguiar, a Prefeitura, denominada de Intendência possuía oito funcionários e funcionava das 9 às 15 horas. Embora não se conheça com exatidão a carreira militar de Felipe Nery, encontramos na Ordens do Dia, do Conde D’Eu, alguns dados, assim como dados do Diário Oficial da União, por exemplo:

Em 14 de julho de 1869 foi promovido de Alferes Secretário para Tenente Secretário, conforme Ordem do Dia N.º 27, do Quartel General de Pirayu, no Paraguai;

Em 01 de janeiro de 1870 foi promovido de Tenente para Capitão, através da Ordem do Dia N.º 42, do Quartel General Curuguaty, no teatro da Guerra do Paraguai;

Em 21 de janeiro de 1870, o Tenente Fellipe Nery de Aguiar, do 11.º Corpo de Cavalaria, foi designado para assistente de deputado do quartel-mestre junto ao comando da 4.ª Brigada da mesma arma, através da Ordem do Dia N.º 47, do Quartel General da Villa do Rosário;

Em 1880, promovido a Major Ajudante da Guarda Nacional da comarca de Itaqui, RS;

Em 29 de setembro de 1894, através de decreto do Ministério da Guerra, publicado no Diário Oficial da União, promovido de Tenente-Coronel a Coronel, pelos relevantes serviços no Estado do Rio Grande do Sul durante a Revolta Federalista.

Foi nomeado pelo presidente da província, como primeiro intendente de Itaqui, prestando compromisso em 1.º de novembro de 1892. Neste mesmo ano foi promulgada, em seu governo, a 1.ª Lei Orgânica do Município. Em 1896 foi eleito para seu segundo mandato, não podendo concluí-lo devido a seu falecimento em 1900.

Em 13 de março de 1892 participou junto com outras lideranças políticas e militares de importante reunião em Caceros, província de Corrientes(Argentina), que decidiu por fazer a revolução com o objetivo de restaurar a ordem, em virtude dos protestos e luta armada organizados pelo Partido Federalista, cujo líder Silveira Martins pregava contra a política de Júlio de Castilhos.

Eram as tratativas que originaram a Revolução Federalista com repercussão em toda a província do Rio Grande do Sul, com combates em Itaqui. O Coronel Felipe estava entre os organizadores da rebelião.

O Coronel Felipe Nery de Aguiar foi chamado para comandar a 6.ª Brigada subordinada à Divisão do Norte, sob o comando de Pinheiro Machado. O Intendente Felipe Nery pediu licença de seis meses para se integrar a essa força, havendo notícias de combates onde o Coronel Felipe de Aguiar foi elogiado.

Comprovadamente participou da Guerra do Paraguai, recebendo condecoração em virtude disso. Em 26 de setembro de 1893 ocorreu um combate entre as forças governistas, comandadas pelo Tenente-coronel Felipe de Aguiar contra os revolucionários de Gomercindo Saraiva, em Itaqui.

As forças legais foram derrotadas. Felipe Nery de Aguiar reorganizou um contingente das forças derrotadas dando-lhe o nome de “Esquadrão Itaquiense”. Havia na cidade o 11.º Corpo Provisório sob o comando do Tenente-coronel Aureliano Pinto Barbosa.

Em Itaqui, casou com Cândida Lopes de Aguiar, filha de Simeão Estelita Lopes e Maria Teodora Lopes, de Santa Maria. Tiveram uma única filha: Felicidade, que ao casar com o escrivão Maurílio Xavier Caldeira, passou a assinar-se Felicidade de Aguiar Caldeira.

Felicidade e Maurílio tiveram como filhos: Elisa, Hilda, Alda, Otília e Felipe Nery de Aguiar, falecido precocemente aos 20 anos. Da filha Elisa casada com Paschoal Degrazia nasceu, entre outros, o popular Seu Roquinho, proprietário de lotérica, esposo de Dilema Dellamora Degrazia, muito querido pela comunidade.

Além disso, há poucos anos faleceu Dona Gilda Degrazia Saad, bisneta de Felipe, viúva do saudoso doutor Chaphick Saad, moradora na rua Independência, com quem tivemos a oportunidade de conversar em vida.

O Coronel Felipe Nery de Aguiar deve ter granjeado a simpatia dos órgãos vivos do município tanto que recebeu após sua morte, várias homenagens como, por exemplo: uma rua de sentido leste/oeste com o seu nome, o batismo da Escola Isolada Coronel Felipe de Aguiar, em 1953, no Curuçu e a homenagem com o nome da Escola Estadual Felipe Nery de Aguiar, em 1963, próxima ao centro da cidade, cuja primeira diretora, professora Gilda Caldeira Degrazia, era sua bisneta.

Uma de suas bisnetas, já falecida, contou-nos um dia que a família guardava como relíquia uma espada do Coronel Felipe Nery de Aguiar, que teria usado na Guerra do Paraguai. Este contava aos seus descendentes que em determinado período, num momento de descontração entre as peleias, ele teria desembainhado a espada e tirado num único golpe o quepe de um de seus soldados, apenas para descontrair.

Contava essa história e costumava rir muito. Afinal, a guerra é dura e não dava tempo para brincadeiras. A família recolheu esse depoimento e guarda com carinho a respectiva espada, que na época a referida bisneta manifestou a intenção de doá-la ao município desde que houvesse uma garantia da guarda e do uso adequado de tamanha relíquia.

O pai de Felipe Nery, o também militar Braz Pinto de Aguiar era filho do Tenente de Milícias, Baltazar Pinto de Aguiar. Baltazar era, por informações orais familiares, irmão de meu tetravô paterno, Ignácio Pinto de Aguiar. Os relatos indicam que Baltazar eventualmente vinha até Itaqui e procurava seu irmão.

Ignácio, por ocasião de seu testamento, nomeou o sobrinho-neto Felipe Nery de Aguiar como seu testamenteiro em 1883, no Rincão da Árvore, vindo a falecer em 1886. Por outro lado, o Coronel Felipe Nery de Aguiar era primo-irmão de meu outro trisavô paterno Augusto Silveira Dutra.

O Coronel Felipe Nery de Aguiar faleceu em Itaqui, dia 5 de janeiro de 1900, de congestão cerebral, numa sexta-feira, ocorrendo os funerais no sábado, às 9h da manhã, morte atestada pelo doutor Afonso Escobar.

Itaqui precisa conhecer mais sobre essa figura de singular atuação na vida político-histórica de um período de intensas conturbações – o advento da República. Outrossim, a República destituiu a Monarquia e iniciou uma nova fase na história do Rincão da Cruz.

Que bem poderíamos relacionar: “entre a cruz e a espada”. Numa conotação estilística, poderíamos abstrair que seria a cruz missioneira do pueblo de Itaquy das doutrinas cristãs da Companhia de Jesus e a espada dos republicanos, aqui representada pela “espada do Coronel Felipe Nery de Aguiar”.

Fontes de pesquisa:

Arquivo Público da Prefeitura Municipal de Itaqui
Arquivo da Câmara Municipal de Vereadores
Arquivo da Cúria Diocesana de Uruguaiana
Arquivo Público do Rio Grande do Sul
Livros de Registros da Guarda Nacional de Itaqui
Diários Oficiais da União
Ordens do Dia do Conde D’Eu
Jornal “O Guarany”, 1880, Uruguaiana

Obs. Em 2004, iniciamos um ensaio de pesquisa sobre a personalidade em questão, intitulado “Coronel Felipe Nery de Aguiar – 1845- 1900. Esboço Biográfico & Almanaque da Vida Pretérita do Rincão da Cruz”. Carecendo de conclusão.

Coronel Felipe Nery de Aguiar.

segunda-feira, 5 de março de 2012

*Senhor Nilo. Acessei o blog VIVA SÃO GABRIEL e visualizei fotos da Estância Inhatium, cujo primeiro proprietário foi Baltazar Pinto de Aguiar, que faz parte de minha ascendência paterna. Era irmão de Ignacio Pinto de Aguiar, meu tetravô paterno.

Baltazar teve entre seus filhos, Braz Pinto de Aguiar, que foi pai do Coronel Felipe Nery de Aguiar, o primeiro intendente de Itaqui e um lider militar na Revolução Federalista de 1893. Tenho mais informações sobre o mesmo.

Gostaria de obter mais informações sobre Baltazar Pinto de Aguiar em São Gabriel, como por exemplo: dados sobre sua família, se ficou algum descendente por aí, detalhes sobre a Estancia Inhatium, o que ela ainda tem do tempo de Baltazar, quando começou a ser construída, quanto tempo permaneceram ali, quais os outros proprietários, enfim qualquer informação sobre esse personagem, que seria um Tenente de Milícias, um juiz de paz e adversário de Bento Gonçalves no período da Revolução Farroupilha.

Parabéns pelo blog e aguardo algum dado novo. Estou a disposição do amigo para as informações que disponho, tenho um estudo bem avançado sobre a família Pinto de Aguiar, incluindo Baltazar. Um abraço.

Professor Paulo Corrêa dos Santos, pesquisador da história de Itaqui, autor da obra "Agenda 150. Um passeio pelos carrilhões do tempo pretérito itaquiense", editado em 2008. (03/03/2012)

*Resposta: Em primeiro lugar obrigado por acessar o blog. Em segundo, agradeço pelas palavras de incentivo. E finalmente, gostaria de receber essa colaboração para colocar no blog. E se possível, com muitas fotos antigas dessa histórica propriedade. (03/03/2012)

*Senhor Nilo, obrigado pela resposta. Oportunamente vou lhe enviar o que tenho sobre Baltazar, peço apenas o tempo para reorganizar os arquivos que tenho. Apenas informo que não disponho de foto alguma desta histórica propriedade, apenas as que visualizei em seu blog.

Pelo contrário, gostaria que o amigo me disponibilizasse mais tomadas dessa estância. O que tenho são informações pesquisadas aqui.

Um abraço e espero que possamos formar uma boa parceria para divulgar essas belezas que são as histórias antigas familiares. Professor Paulo Santos. Itaqui.RS (04/03/2012)

sábado, 25 de fevereiro de 2012

Rede hoteleira

*São Gabriel conta com uma excelente rede hoteleira, uma das melhores da região Centro-Oeste do Estado. A cidade fica no caminho percorrido pelos turistas uruguaios e argentinos que visitam o Brasil nos meses de verão, em busca das praias gaúchas e catarinense, principalmente. São Gabriel está a 180 quilômetros do Uruguai, a 320 da Argentina e a 320 de Porto Alegre.

Hotel San Isidro. BR 290, Km 419. Telefone: (55) 3232-5834
Site: www.hotelsanisidro.com.br (Foto: Divulgação)
Hotel Obino. Rua Duque de Caxias, 202. Telefone: (55) 3232-6161. (Foto: Divulgação)
O Hotel São Luiz, em São Gabriel, possui uma ótima localização, com fácil acesso na entrada da cidade, ao lado da Estação Rodoviária. Rua Carlos Antunes, 62. Telefones: (55) 3232-7100/3232-3322. Site: www.hsluiz.com.br (Foto: Divulgação)
Hotel São Gabriel. Rua Alemanha, 50. Telefone: (55) 3232-2511. (Foto: Roberto Cohen)
Hotel Nelly. Rua Cel. Soares 468. Centro. Telefone: (55) 3232-2368. (Foto: Divulgação)
Chácara das Flores. BR 290, Km 418 em frente ao Posto de Polícia Rodoviária. Rua José Lima 380, Bairro Bela Vista. CEP: 97300-000. Telefone: (55) 3232-1809/(55) 9174-1318. (Foto: Divulgação)
Pousada Olena. Rua Plácido de Castro, 359. Centro. CEP: 97300-000. Telefone: (55) 3232-2815. (Foto: Divulgação)
Hotel Caçula. Rua General Marques, 537. Centro. CEP: 973000-000. Fone: (55) 3232-1249. E-mail: caculahotel@yahoo.com.br. Site: www.caculagranhotel.com.br (Foto: Divulgação)
Hotel Kika. Rua Espanha, 132. Fone: (55) 3232-5250. Site: www.hotelkika.com.br. (Foto: Divulgação)
Hotel Cristal, antigo Hotel Comodoro. BR-290, KM 421.

OUTROS HOTÉIS

- Hotel Batovi. Br 290 Km 418. Fone: (55) 3232-1342
- Hotel Brasil. Rua Coronel Sezefredo, 725. Fone: (55) 3232-1574
- Hotel Cabreira. Br 290, km 417/350. Fone: (55) 3232-2507
- Pousada Martin Fierro. Rua Barão de São Gabriel, 1095. Fone: (55) 3232-5922
- Hotel San Gabriel Paddle Club. Rua Cel Sezefredo. Fone: (55) 3232-4205. Fone: 3232-4205
- Hotel São José. Br 290 km 218. Fone: (55) 3232-0135
- Hotel Glória. Rua Gal Marques, 463 Centro. Fone: (55) 3232-1623
- Hotel dos viajantes: Avenida Antônio Trilha, 600. Fone: (55) 3232-1531
- Inhatiun Hotel Estância - Rodovia Br 290 - Saída de Rosário do Sul, S/N.